José
Fernandes de Lima
Em
uma análise abrangente sobre a recém-criada Universidade Estadual de Sergipe
(UNESE), o Professor Jorge Carvalho do Nascimento ressaltou a importância de se
ampliar a oferta de vagas no ensino superior no estado. No referido artigo, o
Professor Jorge lembrou os diversos saltos da educação no Estado de Sergipe.
De
acordo com a análise publicada, a criação da UNESE é o quarto grande salto da
educação sergipana. Ele coloca o governador Mitidieri e o seu vice Zezinho
Sobral na galeria daqueles que deram grandes contribuições para o crescimento
do Estado, mediante a melhoria da educação.
O
compromisso do governo com a ampliação do ensino superior abre caminho para que
sonhemos com o desenvolvimento científico do Estado. A localização e as
dimensões geográficas reduzidas do Estado sugerem a necessidade de apostarmos
no desenvolvimento econômico baseado em produtos e serviços de alto valor
agregado.
Isso
requer apostar no investimento em ciência e tecnologia e na qualificação de
pessoal. Nesse sentido, a criação da UNESE traz uma excelente oportunidade para
refletirmos sobre o futuro que queremos. Uma forma de concretizar esse intento
é a criação de uma secretaria de ciência, tecnologia e inovação capaz de
mobilizar a inteligência estadual em prol do desenvolvimento econômico e
social.
Se
fosse perguntado sobre uma forma de dar consequência à criação da UNESE, eu
diria que o governo deve aproveitar o momento para consolidar o setor de CTI.
Pode aproveitar para fortalecer o setor de ciência e tecnologia da SEDETC.
O
Estado de Sergipe está vivendo um momento de transformação tecnológica. Recentemente,
o governo, colocou em consulta pública a Agenda Estratégica da Transformação
Energética do Estado de Sergipe que visa, entre outros pontos, tirar proveito
da disponibilidade de gás natural.
Na
mesma direção, a SEDETEC tem feito esforços para viabilizar a instalação de
Data Centers no território sergipano. O esforço visa atrair grandes empresas
mediante a oferta de facilidades na oferta de energia, água, logística e
redução de impostos.
Os
projetos iniciais para montagem dessas estruturas, podem ser feitos por consultorias
especializadas. Porém, para a implantação e o funcionamento das estruturas
planejadas, será necessário contar com a mão de obra nativa, altamente
qualificada.
Desse
modo, o plano de desenvolvimento econômico e social deve ser acompanhado de um
diálogo com as instituições formadoras de pessoal, notadamente com as
instituições de ensino superior. Cabe, portanto, fortalecer a Secretaria de
Educação e sobretudo o setor de ciência e tecnologia que hoje está abrigado na
SEDETEC.
No
limite, o governo poderá concluir que vale a pena criar uma secretaria específica
para cuidar da ciência, tecnologia e inovação, como já acontece em muitos
estados brasileiros. Os recursos necessários para criação da nova secretaria
seriam de pequena monta, posto que muitas diretorias necessárias já existem
espalhadas em diversas instituições.
A
nova secretaria pode reunir as atividades de várias instituições isoladas que já
existem, dentre elas o ITPS, a FAPITEC, o SERGIPE_TEC e, a depender da conveniência,
abrigar a própria Universidade Estadual. Para além de qualificar o estado como
possuidor de estrutura administrativa atualizada, a criação da Secretaria de
Ciência, Tecnologia e Inovação liberaria a atual SEDETEC para concentrar seus
esforços na atração de novas empresas e consolidação da infraestrutura
industrial.
Por tudo isso, concordo com as observações do Professor Jorge Carvalho e incentivo que o governo siga em frente e consolide uma estrutura de CTI, nos moldes do que está sendo feito pelo Ministério da Ciência e Tecnologia. Para finalizar, apelando para os vínculos da ciência com a arte, peço licença ao personagem Buzz Lightyear, boneco astronauta do filme Toy Story, para parafrasear o seu bordão e dizer: PARA UNESE e ALÉM!!!

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