Jorge Carvalho do Nascimento Faltavam 13 dias para terminar o verão. Aquela quarta-feira fora de muito sol e calor, como sempre acontecia nas últimas semanas do outono na cidade do Recife. Naquele oito de dezembro de 1973, Sônia estava elegantérrima. Era a própria expressão da elegância tropical. A mãe da formanda expressava a moda da época, misturando a sobriedade exigida pelo ambiente histórico do Teatro Santa Isabel com a liberdade estética que as mulheres da segunda metade do século XX haviam conquistado. O seu vestido em chiffon de seda azul escuro com comprimento midi, logo abaixo dos joelhos, respeitava o ´protocolo da festa e era confortável sob o calor úmido do litoral das cidades do nordeste do Brasil, evitando a transpiração. Enquanto Sônia subia elegantemente as escadarias de mármore do teatro, era possível sob o contra luz observar a sua silhueta discreta de mulher bem torneada, valorizada pelo corte em evasê que se abria a partir da cintura, bem...
Jorge Carvalho do Nascimento Embora seja objeto de muitos estudos como prelado católico, professor, filósofo, escritor, intelectual e gestor da educação, a obra de Luciano José Cabral Duarte como jornalista não ganhou a mesma repercussão que possuem os demais campos nos quais ele atuou. É verdade que existem algumas monografias, dissertações de mestrado, teses de doutoramento, artigos científicos e livros que dão conta do seu trabalho como repórter, articulista, editorialista, gestor de veículos de comunicação e também correspondente internacional. Contudo, quando comparamos esse campo com os outros que citamos acima, percebemos que, até agora, o jornalista é a fase menos conhecida da vida do polígrafo imortal que ocupou a cadeira 16 da Academia Sergipana de Letras, na qual foi sucedido pelo médico e escritor Antônio Carlos Sobral Sousa. O fato mais notório da sua exitosa carreira de jornalista foi a condição de correspondente internacional da revista O Cruze...