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A DESPEDIDA DE LUIZ CARLOS

O PRIMO LUIZ

      Jorge Carvalho do Nascimento     Viver é aprender lições. Uma delas nos ensina que existem relações de parentesco por consanguinidade e também por afinidade. Os consanguíneos são os parentes que ganhamos geneticamente. Os afetivos são os parentes que escolhemos, que decidimos trazer para perto de nós e entendemos que com eles vale a pena a aproximação. Todo mundo, ao longo da vida, experimenta esse tipo de processo nos seus relacionamentos. Passei a manhã desta quarta-feira, sete de outubro de 2026, me despedindo do meu “primo” afetivo Luiz Carlos Ribeiro Oliveira. Como eu, um dos meninos que cresceram nos bairros da zona norte da cidade de Aracaju. Não apenas dele me tornei “parente”, mas de toda a sua família. Ainda criança, frequentando a Igreja Católica, me aproximei do seu irmão, Ivanaldo Ribeiro Oliveira, um matemático, agora professor aposentado da carreira docente no serviço público. Foi o meu primeiro “primo” dentre os irmãos Ribeiro...
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JACKSON DA SILVA LIMA E A HISTÓRIA DA LITERATURA SERGIPANA

    Jorge Carvalho do Nascimento     Quando Jackson da Silva Lima concebeu a História da Literatura Sergipana não planejou apenas escrever um livro. Ele planejou um projeto grandioso que resultaria numa obra em oito volumes. Do planejamento inicial apenas os dois primeiros volumes foram publicados. Em 2026 estamos celebrando os 55 anos de publicação do primeiro volume e os 40 anos do volume II. Todavia, os dois primeiros volumes se transformaram em uma obra de referência para estudar sistematicamente a produção literária em Sergipe. Jackson não faz apenas um inventário de escritores e de livros. Ele analisa o processo de formação do campo literário em Sergipe, demonstrando como emergem autores, obras, periódicos, movimentos literários, ambientes intelectuais e as relações dos sergipanos com outros espaços da literatura brasileira. Jackson está colocado em uma linha de estudos sobre a Literatura Sergipana na qual é importante o trabalho de Sílvio Romero e sob uma trad...

O COSTÃO E AS PÁGINAS DE UM LIVRO BOM

    Jorge Carvalho do Nascimento     Minha memória de velho não me permitiu lembrar o ano em que fui ao Colégio Estadual Presidente Costa e Silva participar do Encontro de Ex-Alunos. Sei que foi muito bom. As atribulações da luta pela sobrevivência não me permitiram acompanhar em outros anos a data exata do Encontro para participar. Este ano fui avisado pelo querido amigo Vildo Rodrigues Barreto, mas, infelizmente, não tive condições de comparecer por me encontrar no Rio de Janeiro, onde vivem minha filha e minha neta. Acompanhei on line o diálogo dos colegas que participaram do Encontro no Iate Clube de Aracaju e confesso a minha tristeza por estar ausente. A troca de ideias mexeu com a minha memória. Fui aluno do Colégio Estadual Presidente Costa e Silva assim que ele foi inaugurado e começou a funcionar, em março de 1970. A diretora era a professora Maria do Carmo Prado, Carminha, logo substituída pelo professor Jackson Sales Santos que era professor de Matemática...

AS FÉRIAS

  Jorge Carvalho do Nascimento     Fico entusiasmado com a sensibilidade perspicaz de Aristóteles, amplificada e muito usada por John Locke: “nada está no intelecto sem antes ter passado pelos sentidos”. O mundo exterior se transmuta em consciência quando captamos o que nos rodeia pela visão, pela audição, pelo tato. Ideias simples nascem das sensações processadas reflexivamente pela mente. É a base do Empirismo que todos nós usamos permanentemente, embora na maior parte das vezes sem percebe-lo. Nos três últimos dias dei conta que pensei muito nisto. No início da semana estava dedicado a arrumar papéis antigos e encontrei um caderno de notas com registros que fiz em 2014, quando estava pesquisando alguns processos no Arquivo do Poder Judiciário do Estado de Sergipe e me deparei com uma ação litigiosa de divórcio de um casal do interior de Sergipe. Assim nasceu esta ficção. Li casualmente a petição inicial apresentada pelo advogado da mulher e mais uma vez fiquei chocado ...

ESCOLHA ACERTADA

    Jorge Carvalho do Nascimento     No dia três de janeiro deste ano publiquei em minhas redes de internet um texto no qual aplaudi o governador Fábio Mitidieri e o seu secretário da Educação, Zezinho Sobral, pela iniciativa de haver criado a Universidade Estadual de Sergipe – Unese. Gostei da proposta de implantação da nova entidade de ensino superior sergipana. Agora, retomo ao tema. Ontem foi anunciado o nome do economista José Ricardo de Santana, professor do Departamento de Economia da Universidade Federal de Sergipe, como aquele sobre o qual recaiu a escolha do governador Mitidieri para ser o primeiro reitor da Universidade Estadual de Sergipe, encarregado de implantar a Unese. Novamente o governador Mitidieri fez a opção correta. Quem conhece o ambiente acadêmico universitário do estado de Sergipe sabe que Ricardo é um professor e pesquisador que tem dedicado a sua carreira ao estudo do desenvolvimento econômico regional, das políticas públicas e dos problema...

O POLÍTICO E O PROFESSOR AUGUSTO LEITE

  Jorge Carvalho do Nascimento     Augusto César Leite é muito conhecido como médico-cirurgião e pioneiro da saúde. Todavia, os estudos acerca da sua atuação política e do seu trabalho como jornalista e professor estão a requerer mais estudos. Aqui reflito sobre o político e professor. O político foi deputado federal e senador. O professor integrou o quadro docente do Colégio Atheneu, dirigiu a malograda Escola de Farmácia e Odontologia fundada por Graccho Cardoso, foi um dos fundadores e primeiro diretor da Escola de Aprendizes e Artífices, fundador e professor professor da Faculdade de Direito e um dos fundadores da Faculdade de Medicina. Em 1929 conseguiu se eleger deputado federal. Em 1930, após o golpe de Getúlio Vargas que resultou na deposição de Washinton Luís, a Câmara Federal foi fechada com base no decreto 13.398, de 11 de novembro de 1930, e Augusto Leite viu o seu mandato ser extinto.        Um ano e meio depois, Vargas estabeleceu um Códi...

INFANTINO, ZAGALO, AFONSINHO E O MEIO DE CAMPO DO FUTEBOL BRASILEIRO

                                                    Afonsinho     Jorge Carvalho do Nascimento     O Campeonato Mundial de Futebol 2026 finalmente chega ao fim. Na contramão de quem vê o certame como um grande sucesso que democraticamente oportunizou a 48 países disputar o torneio, eu imagino que a história marcará esta como a Copa da Vergonha. Um campeonato no qual a arrogância, o oportunismo e a velhacaria política interferiram em decisões que deveriam refletir única e exclusivamente o desempenho dos atletas nos estádios durante os jogos. Pouco importa se tais interferências influenciaram ou não o resultado das disputas. Desde a bajulação do presidente da FIFA, Gianni Infantino, tentando agradar o arrogante presidente norte-americano, Donald Trump, até as hostilidades praticadas pelo governo dos Estados Unidos contra equipes que não eram...