Jorge
Carvalho do Nascimento
Se
vivo estivesse, João Barreto Neto teria agora 73 anos de idade. Ele foi
responsável, na Gazeta de Sergipe pelas colunas GENTE e GENTE GENTÍSSIMA. A
coluna Gente Gentíssima o fez conhecido pelo bom humor, pela ironia, pela
inteligência refinada e a paixão pelo carnaval. Colunista social, jornalista,
advogado, professor do Atheneu Sergipense e da Escola Técnica Federal de
Sergipe e também produtor cultural, João Barreto Neto fez várias parcerias de
trabalho com João de Barros. Juntos, também produziram muitos eventos.
A
sua condição de aluno do Atheneu e depois da Faculdade de Direito da
Universidade Federal de Sergipe ajudou João Barreto Neto a se inserir desde os
primeiros anos da sua juventude, ainda na década de 60 do século XX, nos grupos
culturais ligados a literatura e ao teatro em Aracaju.
São já 11 anos sem a sua presença marcante. O
jornalista morreu no dia dois de junho de 2015, aos 62 anos de idade em meio a
uma crise de insuficiência renal. Durante o velório (...), em Aracaju, (...), o
governador do Estado de Sergipe, Jackson Barreto, falou dos bons exemplos
deixados por João Barreto. “O João Barreto ocupou um espaço muito importante no
nosso estado, não apenas pelo seu espírito alegre e festivo, mas pela sua
inteligência como jornalista e como uma pessoa que sempre se dedicou as obras
sociais. Eu fui criado no bairro Cirurgia, no mesmo bairro de Joãozinho
Barreto, e sei da imensa alegria das crianças, das famílias pobres, que vão
guardar lembranças inesquecíveis dele e da sua mãe, Dona Valdice Barreto, nas festas
de Natal, de Carnaval. Foi uma vida que marcou uma época em Aracaju, principalmente
no jornalismo e colunismo social”.
De
fato, João Barreto Neto fazia questão de exaltar as suas ligações com a sua
genitora, Valdice Barreto. Ele comandava a Ação Solidária Santo Antônio,
localizada no Jardim Universitário, bairro Rosa Elze, município de São
Cristóvão, desde a morte do amigo jornalista João de Barros. A Ação Solidária
foi fundada pelo seu amigo, também colunista social, João de Barros, o
Barrinhos – como era conhecido. Ao lado da mãe, Valdice Barreto, comandou por
vários anos a entrega de brinquedos durante o período natalino na casa onde
viviam no bairro Cirurgia.
Ele atuou como colunista social nos jornais Diário de Aracaju, Gazeta de Sergipe e Jornal da Cidade e, também na TV Atalaia. O seu trabalho como jornalista especializado em coluna social o fez também promoter e organizador de eventos e festividades carnavalescas. Era hábito do jornalista reunir amigos em sua residência da rua de Maruim, no bairro Cirurgia.

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