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O COSTÃO E AS PÁGINAS DE UM LIVRO BOM


 

 

Jorge Carvalho do Nascimento

 

 

Minha memória de velho não me permitiu lembrar o ano em que fui ao Colégio Estadual Presidente Costa e Silva participar do Encontro de Ex-Alunos. Sei que foi muito bom. As atribulações da luta pela sobrevivência não me permitiram acompanhar em outros anos a data exata do Encontro para participar.

Este ano fui avisado pelo querido amigo Vildo Rodrigues Barreto, mas, infelizmente, não tive condições de comparecer por me encontrar no Rio de Janeiro, onde vivem minha filha e minha neta. Acompanhei on line o diálogo dos colegas que participaram do Encontro no Iate Clube de Aracaju e confesso a minha tristeza por estar ausente.

A troca de ideias mexeu com a minha memória. Fui aluno do Colégio Estadual Presidente Costa e Silva assim que ele foi inaugurado e começou a funcionar, em março de 1970. A diretora era a professora Maria do Carmo Prado, Carminha, logo substituída pelo professor Jackson Sales Santos que era professor de Matemática na inauguração da escola.

Muitas lembranças e saudades habitam a minha memória daquele período. Eu, Vildo, Adalgimário, Osmário, Marluce Lopes, Joana Angélica, Paulo Miguel, Brígida, Zezinho Menezes, Demóstenes e Célia Lima Teixeira, Gustavo Alves, Ana Maria, Gorete, Jorge (excelente guitarrista), Luciene Cacho, Dudu, Jesus, Nestor Amazonas, Luciano, Júlio Diniz Mendonça, João Claro Santos Neto, Aélio, Henrique (grande violinista) e outros que não vieram à memória neste momento éramos da mesma turma. Sem falar de colegas que eram do nosso convívio, não obstante estarmos em salas de aula distintas como Anselmo Oliveira, Genival Nunes e Alcivan Menezes, dentre muitos.

Lembro de professores como Ariovaldo Alves da Silva (nosso professor de Matemática e tio de Gustavo), Celina (a jovem professora de Português que nós apelidamos de Wanderleia), Zé Arlindo (professor de Física), Ary Rezende e Manoel Luiz (professores de Educação Física), Cléa Brandão (professora de História), Tânia Conceição Menezes (professora de Português), Bernardo (professor de Inglês), Florismundo (também professor de Português) e muitos outros que nos marcaram naquele período.

As instalações do recém inaugurado colégio eram boas, amplas e muito confortáveis. O edifício, integrado em uma imensa área de terra na qual já funcionavam o Instituto de Educação Rui Barbosa e o Teatro Lourival Baptista, encantou a todos nós. Depois, aquela imensa quadra de terra viria a receber também o Colégio John Kennedy e o Centro de Educação Profissional José Figueiredo Barreto.

Com a chegada do professor Jackson Sales Santos à sua direção, o Colégio Estadual Presidente Costa e Silva fez um forte investimento em atividades esportivas. Nunca consegui ser daqueles que se destacaram como atleta. Era um jogador “perna de pau” em futebol, daqueles que ninguém deseja no seu time, apesar de conseguir jogar um pouco de handebol, voleibol e basquete. Todavia, impossível brilhar numa escola que tinha em suas equipes nomes como Alcivan Menezes, Vildo, Brigida, Luciene, Dudu e Nestor Amazonas dentre tantos outros. 

O importante era o ambiente fraterno de sociabilidades e convívio que ali estabelecemos. Marcou aquela importante fase da vida e da formação de todos nós e foi uma das melhores páginas do livro bom da nossa linda juventude.

Por diversas contingências da vida, logo depois me transferi do Colégio Costa e Silva para o Colégio Atheneu. Mas, aí já é outra história, já são outras memórias.

Que venham mais encontros de ex-alunos e ex-professores do Costão.

 

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