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AS REFLEXÕES DE ADILSON SOUZA


  

 

Jorge Carvalho do Nascimento*

 

 

O professor, economista e escritor Adilson Souza é doutor pela Florida Christian University, em Orlando, nos Estados Unidos da America, mestre em Psicologia e especializado em Educação, Administração de Empresas e Administração de Recursos Humanos.

A gentileza da minha prezada amiga Sandra Maria Coelho Nunes fez com que ele conhecesse os textos que costumo publicar e me enviasse com uma dedicatória gentil o seu livro LIDERANÇA E ESPIRITUALIDADE: HUMANIZANDO AS RELAÇÕES PROFISSIONAIS.

A Adilson e a Sandra agradeço a oportunidade que tive de conhecer o trabalho do desse autor brasileiro que vive em São Paulo e trabalha na Florida Christian University, na América do Norte, e no Brasil atua na Escola Superior de Propaganda e Marketing – ESPM e na Fundação Getúlio Vargas.

A leitura das 155 páginas do ensaio de Adilson Souza vale a pena e nos coloca diante de questões que são recorrentes lida profissionalmente com a necessidade de humanizar as relações de trabalho, como é o caso de Sandra Coelho Nunes, reconhecida especialista sergipana em tal campo.

São oito capítulos nos quais Adilson problematiza temas como confiança, respeito, sentido de pertencimento, possibilidade de alcançar com o trabalho o significado para a vida, oportunidade das pessoas de desenvolverem o seu potencial através do trabalho oportunidades de realização emocional e intelectual através do trabalho, justiça e gratidão.

A doutora em Fonoaudiologia Leny Kyrillos, que assina as orelhas do livro, demonstra que o autor do trabalho, fundador da Estação RH, vem contribuindo de modo original e inovador nos estudos sobre o ambiente corporativo, hoje uma das maiores preocupações das maiores corporações empresariais.

O estudo de Adilson Souza é um convite a reflexão acerca dos limites e impossibilidades de cada profissional ao atuar no mundo do trabalho e, também, acerca da sua contrapartida, ou seja, as infinitas possibilidades que estão postas a cada um de nós quando somos capazes de reconhecer o modo como os nossos circunstantes colaboram.

Adilson não deixa de ter razão. Todos nós sabemos que a fronteira mais difícil de perceber é a do próprio ego, posto que nos embates corporativos as pessoas tendem sempre a alargar os seus espaços de trabalho.

Por tudo isto, é relevante a leitura do ensaio de Adilson Souza, publicado em Santos pela Editora Simonsen, principalmente pelos profissionais dedicados a gestão de recursos humanos.

 

 

*Jornalista, professor, doutor em Educação, membro da Academia Sergipana de Letras e presidente da Academia Sergipana de Educação.

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