Pular para o conteúdo principal

REFLEXÕES SOBRE A HISTÓRIA DO ENSINO DA MATEMÁTICA EM SERGIPE – PARTE 9

                                                  Lindalva Cardoso Dantas


 

Jorge Carvalho do Nascimento

 

 

Nicodemos Correia Falcão começou a trabalhar como professor em 1963 no Atheneuzinho, o anexo do Colégio Atheneu. O prédio principal funcionava na praça Graccho Cardoso enquanto o Atheneuzinho estava instalado na avenida Ivo do Prado.

Para sua contratação, Nicodemos foi recomendado pelo professor Otávio do Espírito Santo, catedrático do Colégio. Nicodemos começou a trabalhar na instituição no mesmo ano da chegada de um outro professor de Matemática e seu grande parceiro, Antônio Fontes Freitas.

Nenhum dos dois havia ainda ingressado na Faculdade de Ciências Econômicas, mas eram já reconhecidos como bons professores de Matemática. Três anos depois, Nicodemos foi designado para o corpo docente do Núcleo Siqueira Campos do Colégio, posteriormente transformado em Colégio Estadual Presidente Costa e Silva.

Além das duas instituições escolares, Nicodemos foi também professor no Instituto de Educação Rui Barbosa, a escola normal. Posteriormente foi admitido no quadro de professores do Colégio de Aplicação da Universidade Federal de Sergipe.

Quando ingressou no Colégio de Aplicação, Nicodemos já havia frequentado um curso oferecido pela CADES em Aracaju e um outro curso de especialização em Matemática ofertado pela Universidade Federal de Alagoas.

Para frequentar o curso em Alagoas ele se submeteu a um processo seletivo organizado pelo Ministério da Educação e subsidiado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal para o Ensino Superior – CAPES. Além de Nicodemos, o professor sergipano Antônio Fontes Freitas também foi aprovado na seleção para o mesmo curso.

Viajaram juntos para a cidade de Maceió, se hospedaram na mesma pensão e durante um ano frequentaram o Curso de Suficiência em Matemática, equivalente a uma Licenciatura de Curta Duração. Para frequentar o curso em Maceió, ambos suspenderam durante um ano a matrícula no curso de graduação em Economia do qual eram alunos em Aracaju.

No regresso, ambos trabalharam como professores do Colégio de Aplicação da Universidade Federal de Sergipe, tendo como diretora a professora Lindalva Cardoso Dantas. Nicodemos permaneceu no Colégio de Aplicação até ser aprovado em um concurso público para o cargo de auxiliar de ensino da carreira do ensino superior da Universidade Federal de Sergipe.

Nicodemos Falcão somente se afastou do trabalho como professor da Universidade Federal de Sergipe depois que recebeu o convite para exercer o cargo de secretário da educação do município de Aracaju. Foi substituído na Universidade pelo professor Eduardo Ubirajara. Mas, integrou a carreira docente da UFS até a sua aposentadoria.     


 

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

A MORTE E A MORTE DO MONSENHOR CARVALHO

  Jorge Carvalho do Nascimento     Os humanos costumam fugir da única certeza que a vida nos possibilita: a morte. É ela que efetivamente realiza a lógica da vida. Vivemos para morrer. O problema que se põe para todos nós diz respeito a como morrer. A minha vida, a das pessoas que eu amo, a daqueles que não gostam de mim e dos que eu não aprecio vai acabar. Morreremos. Podemos mitologizar a morte, encontrar uma vida eterna no Hades. Pouco importa se a vida espiritual nos reserva o paraíso ou o inferno. Passaremos pela putrefação da carne ou pelo processo de cremação. O resultado será o mesmo - retornar ao pó. O maior de todos os problemas é o do desembarque. Transformamo-nos em pessoas que interagem menos e gradualmente perdemos a sensibilidade dos afetos. A decadência é dolorosa para os amigos que ficam, do mesmo modo que para os velhos quando são deixados sozinhos. Isolar precocemente os velhos e enfermos é fato recorrente, próprio da fragilidade e das mazelas da socied...

O EVERALDO QUE EU CONHECI

                                                                Everaldo Aragão     Jorge Carvalho do Nascimento     Em agosto de 1975 fui procurado pelo meu inesquecível amigo Luiz Antônio Barreto para uma conversa. À época, Luiz exercia o cargo de chefe da Assessoria para Assuntos Culturais da Secretaria da Educação e Cultura do Estado de Sergipe e eu trabalhava como redator de noticiários da TV Atalaia, o recém inaugurado Canal 8. Luiz me fez um convite para uma visita ao Secretário da Educação e Cultura do Estado de Sergipe, Everaldo Aragão Prado. Eu não o conhecia pessoalmente. Como jornalista, eu sabia dele na condição de personalidade pública. A sua fama era de homem carrancudo, muito sisudo e rigoroso. Fiquei surpreso com o convite. Não entendi porque poderia haver da parte de Everaldo interesse em faz...

O LEGADO EDUCACIONAL DE DOM LUCIANO JOSÉ CABRAL DUARTE

  Jorge Carvalho do Nascimento     A memória está depositada nas lembranças dos velhos, em registros escritos nas bibliotecas, em computadores, em residências de particulares, em empresas, no espaço urbano, no campo. Sergipe perdeu, no dia 29 de maio de 2018, um dos seus filhos de maior importância, um homem que nos legou valiosos registros de memória que dão sentido à História deste Estado durante a segunda metade do século XX. O Arcebispo Emérito de Aracaju, Dom Luciano José Cabral Duarte, cujo centenário de nascimento celebramos em 2025, foi uma das figuras que mais contribuiu com as práticas educacionais em Sergipe, sob todos os aspectos. Como todos os homens de brilho e com capacidade de liderar, despertou também muitas polêmicas em torno do seu nome. Ao longo de toda a sua vida de sacerdote e intelectual da Educação, Dom Luciano Duarte teve ao seu lado, como guardiã do seu trabalho e, também da sua memória, a expressiva figura da sua irmã, Carmen Dolores Cabral Duar...