Pular para o conteúdo principal

Postagens

PARA ONDE VAI A COLUNA SOCIAL? – LVIII

                                                        Maria Franco     Jorge Carvalho do Nascimento*     A jornalista Maria Franco é uma profissional que nunca trabalhou sozinha. Sua atividade na coluna social sempre contou com uma equipe de colaboradores com os quais ela compartilhou tarefas e responsabilidades. Afirmou que somente trabalhou sozinha nas primeiras colunas que publicou, mas logo organizou um grupo para trabalhar com ela. “Eu trabalhei sozinha no início, mas depois que eu compreendi o formato coluna social vi que para melhorar eu precisava de ajuda e busquei essa ajuda. Sempre foi assim. Primeiro contei com a participação de Ana Paula e Leo e atualmente Dhiego Smith é o meu grande parceiro como jornalista”. Era comum, nos primeiros anos de colunista que Maria Franco recebesse notícias enviadas por vários informan...

PARA ONDE VAI A COLUNA SOCIAL? – LVII

                                                                Maria Franco     Jorge Carvalho do Nascimento*     A jornalista Maria Franco possui o entendimento de que na sociedade contemporânea, das comunicações instantâneas possibilitadas pela rede mundial de computadores, cada pessoa é o colunista social de si. Por isto, o jornalista que se dedica profissionalmente a coluna social deve ter agora um outro perfil, diferente daquilo que foram os colunistas que viveram o século XX. “Hoje, todo mundo se autopromove, se auto divulga, seja a verdade ou não, seja uma invenção de você mesmo, seja você maquiando o que realmente você é. Todo mundo está fazendo isto. A gente que é colunista social tem que aprender a continuar influenciando as pessoas de uma outra forma, de uma forma menos direta”. Afinal, sob o seu e...

PARA ONDE VAI A COLUNA SOCIAL? - LVI

                                                          Maria Franco     Jorge Carvalho do Nascimento*     A jornalista Maria Franco colou grau em Publicidade pela Universidade Tiradentes no ano de 1996. À época trabalhava na TV Sergipe, onde ingressara em 1994 e permaneceu durante cinco anos. Foram três anos na área de Marketing e dois anos no Jornalismo. Transferiu-se para o Jornalismo a convite do jornalista gaúcho Roberto Appel que, indicado nacionalmente pelo jornalismo da Rede Globo dirigiu a área na TV Sergipe. Em 1996, Appel sugeriu a Maria Franco que após colar grau em Publicidade fosse estudar Jornalismo. Naquele mesmo ano resolveu fazer um teste de câmera com ela. A convenceu a fazer matrícula, ainda em 1996, num curso técnico de radialista que estava se iniciando na cidade de Itabuna, sul do Estado da Bahia. A ...

PARA ONDE VAI A COLUNA SOCIAL? - LV

                                                      Maria Franco     Jorge Carvalho do Nascimento*     A jornalista e colunista social Maria Ribeiro Franco desenvolveu ainda na infância o entusiasmo pelas práticas da comunicação. Nome sólido na mídia impressa do Estado de Sergipe, tem 18 anos que ela comanda o caderno VIDA VIP, no jornal Correio de Sergipe. Jornalista profissional, publicitária com formação acadêmica universitária e também radialista por formação. A jornalista é filha de uma das mais tradicionais dentre as famílias da elite econômica e política do Estado de Sergipe, com empresários e políticos influentes. O seu pai é uma liderança política e sua mãe uma jornalista que durante muitos anos atuou na mídia do Estado da Bahia. O pai, José do Prado Franco Sobrinho, empresário do agronegócio, foi prefeito dos municípios se...

O MANTO ESTUDIOSO DE CLAUDEFRANKLIN E A DIOCESE DE ESTÂNCIA

      Jorge Carvalho do Nascimento*     Dois importantes pesquisadores ligados ao Departamento de História da Universidade Federal de Sergipe se dedicaram nos últimos a liderar estudos ligados à prática do catolicismo em Sergipe. Tanto Antônio Lindvaldo quanto Claudefranklin Monteiro, ambos doutores em História, buscaram empreender esse tipo de pesquisa, trazendo à luz do conhecimento novos elementos, novas fontes novas estudos, revelando questões até então obnubiladas. Uma nova contribuição publicada em livro começou a circular por iniciativa do pesquisador Claudefranklin Monteiro, com estudos produzidos pelo grupo que lidera. Ele, o historiador Edvanio de Jesus Nascimento e o padre Iuri Ribeiro dos Santos, organizaram o livro SOB O MANTO DA VIRGEM MORENA (História e Memória da Diocese de Estância-SE, 1960-2020). Assumidamente católico militante, o Prof. Dr. Claudefranklin viu na celebração dos 60 anos de instalação da Diocese de Estância a oportu...

A TRAVESSIA DE CHICO

                                                    Francisco Rollemberg     Jorge Carvalho do Nascimento*     Aos 85 anos de idade, médico, advogado, escritor, membro da Academia Sergipana de Letras, do Instituto Histórico e Geográfico de Sergipe, da Associação Sergipana de Imprensa e do Colégio Brasileiro de Cirurgiões, Francisco Guimarães Rollemberg resolveu vasculhar as gavetas da memória para revelar parte do que viu durante oito décadas e meia de travessia pelo pontilhão da vida. Foi uma bem sucedida carreira de médico cirurgião e quatro mandatos como deputado federal e um como senador da República. No total, 24 anos de atividade legislativa, frequentando os gabinetes, os corredores e o plenário da Câmara e do Senado em Brasília, como um parlamentar que exerceu grande influência e teve muito reconhecimento no Congresso Nacional, figu...

O MEU LUGAR

      Jorge Carvalho do Nascimento*     “Se queres ser universal, começa por pintar a tua aldeia”.   Poucos homens levaram tão a sério a frase de Leon Tolstoi quanto meu pai, Antônio Ferreira do Nascimento. Ele nasceu no dia seguinte ao da eleição de Washington Luiz para a Presidência da República do Brasil. Naquele 02 de março de 1926, a Vila do Espírito Santo ainda era parte do território do município de Santa Luzia. O meu avô, Epifânio Ferreira dos Santos, alagoano de São Miguel dos Campos, chegara ao porto de Indiaroba como marinheiro mercante, taifeiro de uma barcaça a vela, das muitas que faziam a navegação de cabotagem neste país, durante a primeira metade do século XX. Desembarcou no início do ano de 1923, quando contava ainda com 29 anos de idade.  Bonito, elegante, bem vestido, circulou pela Vila e despertou o interesse das moças locais. Entregou seu coração a Maria do Nascimento Viana, conhecida como Maria Viana ou Maria Ca...

PARA ONDE VAI A COLUNA SOCIAL? – LIV

                                                      Fusca     Jorge Carvalho do Nascimento*     Em 1940, quando foi prefeito de Aracaju, Godofredo Diniz tomou a primeira iniciativa de organização de um evento esportivo que buscava aproximar os grupos mais jovens da elite sergipana da Praia de Atalaia. Na região da praça, nas proximidades do Palácio de Veraneio do governador do Estado de Sergipe, o prefeito Godofredo Diniz promoveu os Jogos de Verão. Naquela região, as águas eram profundas e a Prefeitura instalou um trampolim para saltos e mergulhos, além de uma quadra de esportes. Os Jogos de Verão organizavam várias modalidades esportivas, abrangendo tanto esportes náuticos como as modalidades esportivas de salão. Godofredo Diniz Gonçalves era jornalista e foi presidente da Associação Sergipana de Imprensa – ASI. Venceu as eleições...

A LOCALIZAÇÃO DA NOVA CAPITAL

                                                        Sebrão Sobrinho       Jorge Carvalho do Nascimento*     Segundo o historiador Sebrão Sobrinho, em 1590, depois de conquistar o território de Sergipe, Cristóvão de Barros entregou metade das suas terras, desde Aracaju até as margens do rio São Francisco ao seu filho Antônio Cardoso de Barros ( Laudas da História do Aracaju , 1955, 20). Considerando exagerada a extensão territorial, a Coroa teria reduzido o domínio deste último à metade que corresponderia a faixa compreendida entre os rios São Francisco e Japaratuba. Assim, as terras situadas entre Aracaju e a margem direta do rio Japaratuba ficaram devolutas à espera de sesmeiros que as requeressem. A primeira sesmaria conhecida é a de Pero Gonçalves, com l.000 braças de comprimento por 700 de largura, no c...

O MITO DA PRAIA DESERTA E AS ORIGENS DA ESCOLA EM ARACAJU

      Jorge Carvalho do Nascimento*     As análises mais frequentes a respeito da fundação da cidade de Aracaju costumam afirmar que Inácio Barbosa construiu a nova capital em uma praia inóspita e esquecida. É necessário relativizar tal discurso. Antes da construção da nova cidade existia, desde outubro de 1778, o povoado de Santo Antônio do Aracaju, no alto da colina do atual bairro Santo Antônio. O povoado de Santo Antônio do Aracaju, contudo, é algo distinto da cidade que Inácio Barbosa fundou em 1855. Só posteriormente ele foi incorporado à malha urbana da nova capital e transformado em um dos seus bairros.  A nova cidade foi construída a partir do sítio Olaria. Na região viviam importantes personalidades da vida política e econômica de Sergipe. A partir de 1850, depois da vigência da lei que transformou a terra em objeto de comércio, os sesmeiros começaram a regularizar a situação dos terrenos que estavam sob seu domínio. No caso da reg...