Gilvânia Guimarães Jorge Carvalho do Nascimento Normalmente eu uso meus espaços na internet escrevendo textos sobre temas da História, de um modo geral, da História da Educação, da História dos Costumes, da História Política do Brasil. Não tenho o hábito de polemizar nem de falar da política contemporânea, seja para elogiar ou para criticar. Mas, hoje vou me permitir abrir uma exceção e farei dois comentários em face de decisões tomadas pelo governador Fábio Mitidieri que me agradaram como cidadão e como estudioso da política educacional e da História da Educação. A história já deu provas suficientes de que o governador Mitidieri acertou ao tomar posse em 2023 e nomear para o cargo de secretário da educação o seu vice-governador, José Macedo Sobral, o Zezinho Sobral. Nascido no município sergip...
Este Blog discute temas relacionados a Educação, a História e a Política. Temas sempre presentes são aqueles que dizem respeito a Hist´ria da Educação, a relação entre História e Memória, a História do Livro e da Leitura, a História das Bibliotecas, a Política Educacional, aos problemas da Educação Básica no Brasil, com ênfase no Ensino Médio e particularmente no Ensino Médio Integral. Também estão aqui contemplados estudos sobre a História de associações voluntárias como o Rotary Club.

Grata pelo texto, professor Jorge. Como alguém que esteve desenvolvendo projetos de incentivo à leitura, entre 2009 e 2019, somente senti falta do registro do endereço do rico acervo de Sílvio Romero. O Estado comprou a biblioteca do escritor em 1918, mas não foi fácil a mantença até os dias atuais. Algo até compreensível, pois muitas mudanças ocorreram até a inauguração do atual prédio da Epifânio Dória, em outubro de 1974. O próprio Jackson nos contou que foi chamado para reorganizar o acervo com o saudoso Pedrinho dos Santos e entre as pilhas desarrumada de livros havia, inclusive, múmia de rato. Mais recentemente, em 2010, com a Biblioteca clamando por uma reforma, o mesmo acervo contou com a sensibilidade de diretoras que mandaram cobrir todos os livros com plástico para mantê-los a salvo das inúmeras goteiras. Em 2015, novamente por sensibilidade da direção e lamentos do Seu Pedrinho e Jackson, foi inaugurada uma sala somente para o precioso acervo. Após a esperada reforma, em junho de 2019, a Epifânio foi reinaugurada com uma sala ainda mais ampla para os acervos de Sílvio, dos irmãos Freire e de Gumecindo, com toda a catalogação sofisticada feita, a mão, pelo patrono da biblioteca.
ResponderExcluirQuero deixar isso registrado, pois não fosse a bravura e persistência dessas pessoas, talvez, não pudéssemos mais fazer esse tipo de pesquisa.
Por último, reafirmo a importância de quem preserva, ilustrando com um caso que poucos ficaram sabendo. Houve dirigente da Epifânio que estava descartando os livros de história, cultura e literatura de Sergipe, jogando tudo no último andar para irem ao lixo e eu, ouvindo os apelos de Seu Pedrinho, chamei um fotógrafo para registrar o fato. Na ocasião, levei uma bronca da Secult por ter permitido o registro, mas os livros ficaram e a diretora saiu. Graças ao bom Deus. Desculpa, o longo comentário. Viva, Jackson da S. Lima; viva, Sônia Carvalho; viva Juciene Santos; viva, Seu Pedrinho dos Santos!