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O MANTO ESTUDIOSO DE CLAUDEFRANKLIN E A DIOCESE DE ESTÂNCIA


  

 

Jorge Carvalho do Nascimento*

 

 

Dois importantes pesquisadores ligados ao Departamento de História da Universidade Federal de Sergipe se dedicaram nos últimos a liderar estudos ligados à prática do catolicismo em Sergipe. Tanto Antônio Lindvaldo quanto Claudefranklin Monteiro, ambos doutores em História, buscaram empreender esse tipo de pesquisa, trazendo à luz do conhecimento novos elementos, novas fontes novas estudos, revelando questões até então obnubiladas.

Uma nova contribuição publicada em livro começou a circular por iniciativa do pesquisador Claudefranklin Monteiro, com estudos produzidos pelo grupo que lidera. Ele, o historiador Edvanio de Jesus Nascimento e o padre Iuri Ribeiro dos Santos, organizaram o livro SOB O MANTO DA VIRGEM MORENA (História e Memória da Diocese de Estância-SE, 1960-2020).

Assumidamente católico militante, o Prof. Dr. Claudefranklin viu na celebração dos 60 anos de instalação da Diocese de Estância a oportunidade de debater questões fundamentais ligadas a organização e ao governo da Igreja Católica em Sergipe durante o século XX.

Com o selo da Criação Editora, o trabalho de 233 páginas, em primorosa apresentação gráfica, reúne 10 textos assinados por oito estudiosos, além do prefácio assinado pelo bispo da Diocese de Estância, Dom Giovanni Crippa, mesclando autores reconhecidos no campo da pesquisa histórica com estudiosos da Filosofia católica, num cadinho de debates que enriquece o leitor.

O texto de abertura, “Uma Dádiva para o Sul de Sergipe: A Criação da Diocese de Estância”, recebe a assinatura de Dionísio de Almeida Neto, psicólogo, gestor público, ex-vereador e mestre em Educação, a quem conheci quando o recebi como aluno e orientei a sua dissertação de mestrado, no Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal de Sergipe. Li com entusiasmo e com a constatação final de que Dionísio continua a ser um pesquisador competente e qualificado.

Claudefranklin Monteiro assina um estudo biográfico sobre o biso fundador da Diocese, “Dom Coutinho, O Bispo dos Pobres de Estância”. É também de autoria dele o texto “Dom Giovanni Crippa, IMC: Uma Igreja Com Os Pés No Chão, Na Caminhada do Povo e Com Os Olhos Fixos Em Jesus”, acerca do atual titular da Diocese.

Iuri Ribeiro dos Santos é autor doartigo “Dom Hildebrando: Oração e Ministério”, um estudo a respeito do segundo bispo de Estância. Associado a Edvânio de Jesus Nascimento escreveu “Dom Marco Eugênio Galrão Leite de Almeida: Por Causa de Ti, Senhor”, o penúltimo ocupante do governo daquela diocese.

O mesmo Edvânio é autor de um estudo sobre o padre Joaquim Antunes de Almeida, o conhecido Padre Almeida, importante liderança da esquerda católica do centro sul do Estado de Sergipe. Já Roberto Bispo dos Santos assinou o artigo “A Tão Esperada História do Monsenhor Souza”.

O historiador Alexandre Simões Fontes publicou no livro o texto “Congresso Eucarístico Diocesano (Lagarto, 1979), enquanto o penúltimo artigo, “De Colores! O Movimento de Cursilhos na Diocese de Estância” é de responsabilidade do jornalista José Ginaldo de Jesus, professor do Seminário Maior de Aracaju.

Um estudo sobre os “Cemitério Paroquiais na Diocese de Estância”, que tem como autor o advogado Rafael Santos Batista é o texto com o qual a coletânea se encerra. Rafael é o administrador dos cemitérios da Paróquia Nossa Senhora da Piedade, no município de Lagarto.

 

 

*Jornalista, professor, doutor em Educação, membro da Academia Sergipana de Letras e presidente da Academia Sergipana de Educação.

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