Pular para o conteúdo principal

ESCOLHA ACERTADA


 

 

Jorge Carvalho do Nascimento

 

 

No dia três de janeiro deste ano publiquei em minhas redes de internet um texto no qual aplaudi o governador Fábio Mitidieri e o seu secretário da Educação, Zezinho Sobral, pela iniciativa de haver criado a Universidade Estadual de Sergipe – Unese. Gostei da proposta de implantação da nova entidade de ensino superior sergipana.

Agora, retomo ao tema. Ontem foi anunciado o nome do economista José Ricardo de Santana, professor do Departamento de Economia da Universidade Federal de Sergipe, como aquele sobre o qual recaiu a escolha do governador Mitidieri para ser o primeiro reitor da Universidade Estadual de Sergipe, encarregado de implantar a Unese.

Novamente o governador Mitidieri fez a opção correta. Quem conhece o ambiente acadêmico universitário do estado de Sergipe sabe que Ricardo é um professor e pesquisador que tem dedicado a sua carreira ao estudo do desenvolvimento econômico regional, das políticas públicas e dos problemas de ciência tecnologia e inovação.

Os temas da sua predileção o colocam no privilegiado posto de especialista com um perfil que se ajusta aos propósitos da Unese, inscritos na lei que foi aprovada no dia 30 de dezembro pelo parlamento sergipano. Além disso, a participação de Ricardo na gestão do ensino superior e de diferentes políticas educacionais o posiciona como o melhor quadro para a missão.

É importante dizer que Ricardo Santana é doutor em Economia de Empresas pela Fundação Getúlio Vargas, desde 2004. Três Ensaios Sobre Liberalização Financeira, Movimento de Capitais e Crescimento Econômico é o título da tese que defendeu para obtenção do título.

Contemporaneamente, Ricardo tem estudado questões relacionadas aos royalties do petróleo e também a sustentabilidade das operações de microcrédito do Banco do Estado de Sergipe – Banese. Deste modo, é possível colocar Santana no grupo de economistas da Universidade Federal de Sergipe que produz análises aplicadas da economia de Sergipe, buscando formular políticas públicas.

É importância fazer referência aos cargos de relevância ocupados na gestão pública, excelente atestado da sua experiência coimo gestor de atividades acadêmicas, qualificado para voos mais altos. Ele presidiu a Fundação de Apoio à Pesquisa e à Inovação Tecnológica do Estado de Sergipe – Fapitec e foi diretor de Cooperação Institucional do Conselho Nacional de Desenvolvimento científico e Tecnológico – CNPq.

É imprescindível referir o período em que Ricardo atuou como Superintendente Executivo da Secretaria de Estado da Educação, do Esporte e da Cultura de Sergipe – Seduc. Em tal período foi o principal parceiro de trabalho do professor Josué Modesto dos Passos Subrinho, então titular da pasta, e juntos desenvolveram um trabalho qualificado de continuidade das boas práticas que herdaram da gestão do governador Jackson Barreto de Lima e implantaram também outras práticas inovadoras.

É bom sublinhar que Ricardo Santana integra um grupo de professores e pesquisadores do Departamento de Economia da Universidade Federal de Sergipe que tem inovado os estudos da área econômica. Dentre estes, vale a pena a citação dos nomes de Josué Modesto e Ricardo Lacerda (ambos já aposentados, dos quais Ricardo Santana foi aluno) e outros ainda em atividade, como José Roberto de Lima Andrade.

O fato é que o anúncio feito neste dia 10 de agosto de 2026 pelo governador Fábio Mitidieri é mais um acerto na sua política educacional. Ao revelar o nome de Ricardo Santana, o governador Mitidieri sinaliza à sociedade que o importante projeto de implantação da Unese não caiu no esquecimento e continua em execução.

Os observadores da política educacional sergipana que entendem a importância da expansão do ensino superior entre nós ficaram animados com a escolha do nome de Ricardo. Agora é aguardar os próximos passos com a certeza de que o governador designou um intelectual preparado para sentar na cadeira de reitor e comandar a implantação da Universidade Estadual.

 

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

O EVERALDO QUE EU CONHECI

                                                                Everaldo Aragão     Jorge Carvalho do Nascimento     Em agosto de 1975 fui procurado pelo meu inesquecível amigo Luiz Antônio Barreto para uma conversa. À época, Luiz exercia o cargo de chefe da Assessoria para Assuntos Culturais da Secretaria da Educação e Cultura do Estado de Sergipe e eu trabalhava como redator de noticiários da TV Atalaia, o recém inaugurado Canal 8. Luiz me fez um convite para uma visita ao Secretário da Educação e Cultura do Estado de Sergipe, Everaldo Aragão Prado. Eu não o conhecia pessoalmente. Como jornalista, eu sabia dele na condição de personalidade pública. A sua fama era de homem carrancudo, muito sisudo e rigoroso. Fiquei surpreso com o convite. Não entendi porque poderia haver da parte de Everaldo interesse em faz...

AVE CESAR! AVE GILVÂNIA!

                                                  Gilvânia Guimarães   Jorge Carvalho do Nascimento     Normalmente eu uso meus espaços na internet escrevendo textos sobre temas da História, de um modo geral, da História da Educação, da História dos Costumes, da História Política do Brasil. Não tenho o hábito de polemizar nem de falar da política contemporânea, seja para elogiar ou para criticar. Mas, hoje vou me permitir abrir uma exceção e farei dois comentários em face de decisões tomadas pelo governador Fábio Mitidieri que me agradaram como cidadão e como estudioso da política educacional e da História da Educação. A história já deu provas suficientes de que o governador Mitidieri acertou ao tomar posse em 2023 e nomear para o cargo de secretário da educação o seu vice-governador, José Macedo Sobral, o Zezinho Sobral. Nascido no município sergip...

O MEU FILME DE VERÔNICA

                                                  Verônica Maria Menezes Nunes   Jorge Carvalho do Nascimento     A minha memória mais remota me remete ao ano de 1969, na sala de aula do Atheneu, estudando com o hoje engenheiro civil Antônio Fernando Nunes. No filme que passa na minha retina surgem, ainda no Atheneu, Vera Marta que mais tarde se estabeleceu profissionalmente como professora de educação física. José Correia Nunes Filho, o Zelito, depois bacharel em direito, advogado e oficial de justiça, também é personagem quando estudante do Atheneu, sempre bem humorado e fazendo amigos. Sílvia Helena, Lauro Henrique e Geraldo Luiz, os outros irmãos de Verônica, aparecem em imagens difusas e desfocadas. Nunca estabeleci com eles uma relação de amizade mais permanente como consegui fazer com os três que citei inicialmente. O foco em Verônica Maria M...